Tinha
muitos personagens estrangeiros copiados. Chiquinho era um deles
(cópia
de Buster Brown, criado por Outcault em 1902), mas quase ninguém
sabia disso.
A adaptação do personagem à realidade brasileira
foi tão bem feita que o público
encantou-se rapidamente com suas estripulias.
Os
personagens ficaram, literalmente, nas mãos do paulistano
Luis Gomes Loureiro,
que decalcava as histórias americanas em papel telure (papel
de seda) para
impressão litográfica. Então Buster Brown virou
Chiquinho e Tige virou Jagunço.
O próprio Loureiro conta numa entrevista à Revista
da Semana (31/03/1945):
"As histórias, porém, eram todas baseadas em
argumentos brasileiros. E eu
procurava dar-lhes sempre um cunho moral e patriótico. Para
que elas se
tornassem ainda mais brasileiras, resolvi encaixar-lhes outro personagem
típico...
... o terrível Benjamin, o negrinho que tinha sempre os planos
mais demolidores
para as molecagens da turma. O trio fazia das suas!".


A
revista, cujo nome foi inspirado no passarinho revelou grandes artistas
nacionais
como Angelo Agostini, Vasco Lima, Luis Gomes Loureiro, João
Ramos Lobão, Álvaro
Marins, Alfredo Storni, Leônidas A. Rocha, J. Carlos, Cícero
Valadares, Theo, Lino
Borges, Luiz Sá, Max Yantok, Carlos Thiré, Paulo Affonso,
Miguel Hochmann, Giselda
Melo, Nino Borges, Waldir Moura, Edmundo
Rodrigues, Percy Deane e Messias de
Mello, que viria a ter um importante papel na Gazetinha. A partir
da década de 30,
a entrada dos comics norte-americanos no País daria início
a uma concorrência
para O Tico Tico, que não se renovava. No início dos
60, foram publicadas
apenas almanaques, até O Tico Tico sumir.
Fonte:
- Artigo de Álvaro de Moya
(http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/comunica/quadrin/public/ticotico/apresent.htm)
- Site www.bigorna.net (Entrevista: Maria Cristina Merlo)
- Site: http://www.ccqhumor.com.br/artigos01a05/hq-buster%20brown.htm
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