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História dos Quadrinhos - Parte I

Os quadrinhos surgiram no século XIX e o Brasil foi um dos primeiros países a criá-lo. Em 1869, o caricaturista Ângelo Agostini iniciava essa arte com “As Aventuras de Nhô-Quim”, na revista Vida Fluminense, do Rio de Janeiro. Naquela época, os balões que trazem a fala ou o pensamento dos personagens, ainda não eram usados. Logo que foram lançados os quadrinhos não tinham lá muitos leitores: nem os do
Brasil, nem os da Alemanha, que apareceram por volta de 1865, nem os da Suíça que eram ainda mais antigos, de 1827. Só em 1895, nos Estados Unidos, eles passaram a ocupar espaço num grande jornal da época - o primeiro quadrinho foi “O Garoto Amarelo”, de Outcault.
Depois dele, vieram muitos outros: “O Pequeno Nemo no País dos Sonhos”, em 1905; “Krazy Kat”, em 1911; “O Gato Félix”, em 1943; “Tarzan”, “Buck Rogeres”, “Popeye” e “Tintim”, em 1929; “Mickey”, em 1930; “Dick Tracy”, em 1931; “Flash Gordon”, “Ferdinando”, “Mandrake” e “Pato Donald”, em 1934; “Fantasma”, em 1936; “Super Homem”, 1938; “Batman”, 1939; “Capitão América”, 1941; “Tio Patinhas”, 1947; “Charlie Brown”, 1950 e assim por diante.

Em 1960, surge aqui no Brasil o Maurício de Souza que superou as vendas do próprio Disney, com as historinhas da “Turma da Mônica”. A “baixinha-gorducha-dentuça”, o “Cebolinha”, o “Cascão”, a “Magali”, o “Horácio”, o “Chico Bento” e o “Louco”, personagens que tem tudo a ver com a nossa capacidade de sonhar e imaginar, onde nos leitores e admiradores devemos explorá-lo com a devida atenção e devido carinho. Esses personagens conquistaram o público nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia e no Brasil, os quadrinhos passaram a vender milhões. Eles eram os reis da distração num tempo em que quase ninguém tinha televisão e muito menos computador.


Fonte: (Blog
www.glx.com.br/literaturaclandestina)
Agradecemos ao poeta e jornalista Elenilson Nascimento por ceder a matéria.