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Meu personagem fuma cachimbo, mas eu não sei desenhar cachimbo. E agora?
por Wilton Bernardo

Ter que desenhar algo que não sabe. É normal essa necessidade acontecer. O que não se deve fazer é se desesperar e desistir.

É preciso se tomar uma atitude. Facilmente podemos pensar em 2 delas. Uma atitude é desistir de desenhar aquilo que nosso roteiro pede ou que idealizamos pra compor nosso desenho e/ou personagem. A outra atitude é ir atrás de referências. Pesquisar em revistas, jornais, internet, filmes, todo material visual que você tiver acesso é referência pra você. Uma coisa importantíssima é não esquecer que a maior das referências é a própria vida. Observe em sua volta. A referência tridimensional pode ser mais interessante que a bidimensional que você vai encontrar em impressos. Não descarte nada!

Após encontrar as referências do que você quer desenhar, exercíte sua observação. Antes de pegar em lápis, caneta ou mesmo o mouse, exercite a observação. Se permita observas as formas, tente ver apenas as linhas que compõem o objeto observado. Faça relações de uma linha com outra. Meltamlente, trace uma linha vertical e horizontal no centro do objeto. Observe a silhueta que compõe o objeto como um todo. Tente ver uma grande forma ao invés de olhar detalhes. Faça uma análise visual da "forma geral" para depois observas "partes específicas".

Agora sim, depois de analisar, estudar visualmente o objeto, arrisque compôr os traços. Aconselho que somente a nível de exércício, você tente copiar fielmente o seu objeto de estudo. Aos poucos vá tentando interferir, se permita mudar um traço daqui ou dali. Afinal, uma "maçã", por exemplo, não tem as formas milimetricamente iguais a outra maçã. Um "olho" não tem as linhas que o forma, igual a todos os outros "olhos". Muito menos os "cachimbos".

Você pode estilizar com uma grande variação de intensidade. Isso vai de acordo com o tipo de traço que você se propôe a construir seu desenho. Mas estilização vai ficar pra um outro capítulo.

Que fique aqui registrada, a necessidade de lapidar os olhos, e consequentemente o traço.

Fonte: texto de Wilton Bernardo

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