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É
preciso se tomar uma atitude. Facilmente podemos pensar em 2 delas.
Uma atitude é desistir de desenhar aquilo que nosso roteiro
pede ou que idealizamos pra compor nosso desenho e/ou personagem.
A outra atitude é ir atrás de referências. Pesquisar
em revistas, jornais, internet, filmes, todo material visual que
você tiver acesso é referência pra você.
Uma coisa importantíssima é não esquecer que
a maior das referências é a própria vida. Observe
em sua volta. A referência tridimensional pode ser mais interessante
que a bidimensional que você vai encontrar em impressos. Não
descarte nada!
Após encontrar as referências do que você quer
desenhar, exercíte sua observação. Antes de
pegar em lápis, caneta ou mesmo o mouse, exercite a observação.
Se permita observas as formas, tente ver apenas as linhas que compõem
o objeto observado. Faça relações de uma linha
com outra. Meltamlente, trace uma linha vertical e horizontal no
centro do objeto. Observe a silhueta que compõe o objeto
como um todo. Tente ver uma grande forma ao invés de olhar
detalhes. Faça uma análise visual da "forma geral"
para depois observas "partes específicas".
Agora sim, depois de analisar, estudar visualmente o objeto, arrisque
compôr os traços. Aconselho que somente a nível
de exércício, você tente copiar fielmente o
seu objeto de estudo. Aos poucos vá tentando interferir,
se permita mudar um traço daqui ou dali. Afinal, uma "maçã",
por exemplo, não tem as formas milimetricamente iguais a
outra maçã. Um "olho" não tem as
linhas que o forma, igual a todos os outros "olhos". Muito
menos os "cachimbos".
Você pode estilizar com uma grande variação
de intensidade. Isso vai de acordo com o tipo de traço que
você se propôe a construir seu desenho. Mas estilização
vai ficar pra um outro capítulo.
Que fique aqui registrada, a necessidade de lapidar os olhos, e
consequentemente o traço.
Fonte: texto de Wilton Bernardo
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